quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

"MANUAL PARA A VIDA."


NA SAÚDE: 

1. Beba muita água;

2. Coma mais o que nasce em árvores e plantas;

3. Viva com os 3 E's: Energia, Entusiasmo e Empatia;

4. Arranje 30min' por dia para ORAR sozinho;

5. Faça atividades que ative seu cérebro ;

6. Leia mais livros em 2015;

7. Sente-se em silêncio, pelo menos, 10' por dia;

8. Durma 8 h por dia;

9. Faça caminhadas de 20min' a 60min', por dia e, enquanto caminhar, sorria.

NA PERSONALIDADE:

11. Não compare a sua vida com a dos outros;

12. Não tenha pensamentos negativos;

13. Não se exceda;

14. Não se torne demasiadamente sério;

15. Não desperdice a sua energia com fofocas;

16. Sonhe mais;

17. Inveja é uma perda de tempo. Agradeça a Deus pelo que possui...

18. Esqueça questões do passado. Jesus já jogou no mar do esquecimento, faça o mesmo;

19. A vida é curta demais para odiar alguém. Perdoe;

20. Faça as pazes com o seu passado para não estragar o seu presente;

21. Ninguém comanda a sua felicidade a não ser você;

22. A vida é uma escola e vc está nela para aprender. Nao fique repetindo o ano;

23. Sorria e gargalhe mais;

24. Não necessite ganhar todas as discussões. Saiba perder;

NA SOCIEDADE:

25. Entre mais em contato com sua família;

26. Dê algo de bom aos outros, diariamente;

27. Perdoe a todos por tudo;

28. Passe tempo com pessoas acima de 70 anos e abaixo de 6;

29. Tente fazer sorrir, pelo menos três pessoas por dia;

30. Não se importe com o que os outros pensam de você;

31. O seu trabalho não tomará conta de você quando estiver doente. Nao se estresse.

NO SEU DIA A DIA:

32. Faça o que é correto;

33. Desfaça-se do que não é útil;

34. Lembre-se: DEUS cura tudo;

35. Por melhor ou pior que a situação seja... ela mudará...tudo passa

36. Não interessa como se sente, levante, arrume-se e apareça;

37. O melhor ainda está por vir;

38. Quando acordar de manhã, agradeça a DEUS pela graça de estar vivo.

39. Mantenha seu coração sempre feliz.

domingo, 28 de dezembro de 2014


Deleite-se com a felicidade dos outros, pois assim cada ocasião torna-se um momento de felicidade para você. Deleite-se quando estiver feliz, pois não é possível amar o outro esquecendo-se de amar a si próprio, e amar o outro ajuda a desenvolver confiança e fé. O modo como você experimenta as circunstâncias de sua existência determina a forma ( neutra, feliz ou infeliz) como você sente o que vive.

sábado, 20 de dezembro de 2014

"Reconhecendo o verdadeiro valor"


Um rio separava dois reinos, os agricultores o usavam para regar seus campos, porém um ano sobreveio uma seca e a água não chegou para todos. Primeiro brigaram uns com os outros, e logo seus reis enviaram exércitos para proteger os respectivos súditos. A guerra era eminente. O Buda, então encaminhou-se à fronteira onde acampavam os dois exércitos.

"Dizei-me, falou, dirigindo-se aos dois reis - que vale mais: a água do rio ou o sangue de vossos povos?"

"Não há dúvida", contestaram os reis - "que o sangue destes homens vale mais do que a água do rio".

"Oh, reis insensatos" - disse o Buda - "derramar o mais precioso para obter aquilo que vale muito menos! se empreendeis esta batalha, derramareis o sangue de vossa gente e não tereis aumentado o caudal do rio em uma só gota".

Os reis envergonhados, resolveram pôr-se de acordo de maneira pacífica e repartir a água. Pouco depois chegaram as chuvas e houve irrigação para todos.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

"O Jardim Zen"


Em meio a um dia agitado em casa ou no trabalho, às vezes tudo o que você mais quer é um pouco de paz, não é verdade? Longe de ser uma tarefa complicada, a busca por calmaria dentre os muitos afazeres da rotina pode ser feita basicamente com a ajuda de areia, algumas pedras, um retângulo de madeira e um ancinho. Esses elementos dão origem ao jardim japonês, também conhecido como jardim zen, que vem sendo usado como uma forma eficaz de meditação há mais de três mil anos.

Uma das grandes vantagens dessa prática é que ela pode ser feita em espaços amplos, como templos, ou em ambientes muito pequenos, como a mesa de trabalho ou um cantinho especial da sua casa. O retângulo de madeira representa o mundo, enquanto as pedras refletem a permanência e a mutabilidade da vida, em contraste com o aspecto fluido da areia.

A ideia é contemplar o jardim zen nos momentos de estresse e, com a ajuda do ancinho, fazer círculos e ondas na areia. Os adeptos acreditam que esses desenhos imitam o movimento da água, e podem ser comparados à fluidez dos acontecimentos da vida. Além disso, ajudam a acalmar a mente.

É importante manter as pedras sempre limpas e energizadas. Para isso, basta adotar duas técnicas simples: limpeza física e energética. Primeiro lave as rochas com água, que pode ser de rio, chuva, mar, fonte, poço ou lago. Depois disso use uma escova com cerdas macias para retirar as impurezas e finalize passando um pano de algodão. Já a energização pode ser feita colocando as pedras em uma druza (aglomerado de várias pontas de cristal em uma base única); lavando-as em água corrente ou água com sal grosso; deixando-as expostas à chuva e tempestades ou expostas à luz do sol e da lua.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

"Sutra das Cem Parábolas"


Era uma vez um homem que esta­va cami­nhan­do e ficou com sede. Ele viu uma fonte brotan­do junto a um tron­co, cur­vou-se e bebeu até ficar sacia­do. Depois de matar a sede, levan­tou a mão e disse para a fonte: “Já estou satisfeito, pode parar de fluir”. A fonte, é claro, não deu ouvidos àque­las pala­vras e continuou a fluir como antes. O homem zan­gou-se e repe­tiu: “Já disse que ter­mi­nei de beber e que você pode parar de fluir. Por que continua a fluir?”

Uma pes­soa que esta­va perto assis­tiu à cena e disse: “Você é mesmo um tolo. Por que fica mandan­do a água parar de fluir? Por que não vai embo­ra?”.

Neste mundo, as pes­soas ­comuns são como o tolo da his­tó­ria. Bebem os desejos dos sentidos até a sacie­da­de e, quan­do se can­sam, dizem: “Basta! Mundo dos sen­ti­dos, por favor, vá embo­ra. Já me far­tei!” O mundo dos sen­ti­dos, é claro, nunca lhes dá ouvi­dos e simplesmen­te con­ti­nua a fluir, enquan­to as pessoas rea­gem recla­man­do: “Eu lhe disse para ir embo­ra! Por que você fica me seguin­do o tempo todo? Cansei de você!”

Diante disso, o sábio comen­ta­ria: “Se você quer que suas pai­xões cessem, é você que deve abandoná-las, pois elas nunca toma­rão essa ini­cia­ti­va. Quando você tiver apren­dido a não se apegar aos senti­dos, suas ilusões diminuirão e você encon­tra­rá a liber­ta­ção de todos os seus desejos tolos”.

A maio­ria das pes­soas não ouve tais con­se­lhos. Pelo con­trá­rio, permane­ce agindo como o homem da nossa his­tó­ria: farto de beber, manda a água parar de fluir.

"Todos os seres sen­cien­tes são ­iguais peran­te a lei do carma"


Cada um de nós rece­be ape­nas aqui­lo que deu. Se esses aspec­tos estive­rem cla­ros, deve estar óbvio que nos­sas maio­res espe­ran­ças estão no fun­cio­na­men­to do carma. Até mesmo um Buda é moldado de acor­do com a lei do carma. Boas inten­ções nos leva­rão rumo à budeidade, ao passo que más inten­ções nos afun­dam, mais profundamente, na ilusão.

Observações sobre “Bem” e “Mal”

No budis­mo, as pala­vras “mal” e “mau” deno­tam aqui­lo que pre­ju­di­ca os seres sencientes. “Bem” e “bom” é aqui­lo que lhes ofe­re­ce auxí­lio e bene­fí­cio. Mau e mal são, por definição, o opos­to de bom e bem. O mal é aqui­lo que causa sofri­men­to. Má ação é qualquer ato que se opo­nha ao Darma, prejudique um ser sen­cien­te, seja ins­pi­ra­do por um dos três vene­nos – cobi­ça, raiva e igno­rân­cia – ou que fira um santo.

“Bondade” abran­ge aqui­lo que auxi­lia os seres sen­cien­tes e está em per­fei­ta concor­dân­cia com o Darma. As boas ações são sem­pre ins­pi­ra­das pela bon­da­de intrín­se­ca da pura nature­za búdi­ca inte­rior.

Na China, os budis­tas da esco­la Tiantai reco­nhe­cem seis tipos de bonda­de:

bon­da­de celes­tial;
bon­da­de infe­rior do Caminho Hinaiana;
bon­da­de infe­rior do bodisatva infe­rior;
bon­da­de infe­rior do bodisatva avan­ça­do;
bon­da­de infe­rior do bodisatva não budis­ta;
bon­da­de do bodisatva budis­ta ple­na­men­te des­per­to ou ilu­mi­na­do.


Uma breve aná­li­se des­sas seis dis­tin­ções pode aju­dar-nos a per­ce­ber melhor como a palavra “bom” deve ser com­preen­di­da no con­tex­to do budis­mo.

Bondade celes­tial que leva a más con­se­quên­cias. Uma pes­soa que obser­ve os Cinco Preceitos e pra­ti­que boas ações nesta vida, mas principalmen­te para bene­fí­cio próprio, renas­ce no paraí­so. Sua vida lá será longa e agradável, mas seu bom carma se esgo­ta­rá, e um dia ela poderá renascer em um dos três pla­nos infe­rio­res.

Bondade infe­rior do Cami­nho Hinaiana. Este segun­do tipo de bondade refe­re-se a prá­ti­cas budis­tas que con­si­de­ram a liber­ta­ção indi­vi­dual mais impor­tan­te que a dos outros seres sen­cien­tes. Essa tri­lha leva à liber­ta­ção da ilu­são, mas, já que não serve aos ­demais, é uma bon­da­de infe­rior.

Bondade infe­rior do bodisatva infe­rior. Trata-se da bon­da­de daque­le que tem com­pai­xão pelos ­outros e tenta ajudá-los, mas não con­se­gue supe­rar suas pró­prias impure­zas. Pessoas assim podem cau­sar mais mal do que bem.

Bondade infe­rior do bodisatva avan­ça­do. Aqui, ­incluem-se as ações daque­les que supe­ra­ram a maio­ria de suas imper­fei­ções, mas ainda permanecem ilu­di­dos com alguns aspec­tos da dua­li­da­de. Pessoas assim não con­se­guem valo­ri­zar a qua­li­da­de do cami­nho do meio segui­do por não budis­tas e, por­tan­to, ainda são afli­gi­dos por um conside­rá­vel grau de igno­rân­cia.

Bondade infe­rior de bodisatvas não budis­tas. Este, que é o quin­to tipo de bondade, diz res­pei­to às pes­soas que reco­nhe­cem a impor­tân­cia de aju­dar os ­outros, mas ainda não com­preen­dem os ensi­na­men­tos do Buda em sua tota­li­da­de. Portanto, ape­sar de serem boas, ainda come­tem erros.

Bondade do bodisatva budis­ta ple­na­men­te desperto. Essa é a bonda­de dos que com­preen­dem as ver­da­des dos ensi­na­men­tos do Buda em sua tota­li­da­de e agem com base nelas em todas as cir­cuns­tân­cias. Alcançar esse está­gio de ilu­mi­na­ção é deno­mi­na­do “bem”. Aferrar-se a esse esta­do ou aban­do­ná-lo é cha­ma­do “mal”.

"Princípios e Expressões do Carma"


Se o Buda disse que todos os fenô­me­nos são imper­ma­nen­tes, como pode o carma per­sis­tir ao longo de tan­tas vidas? Como pode ele ser cha­ma­do de lei invio­lá­vel? Para respon­der a essas per­gun­tas, o Buda com­pa­rou o carma a semen­tes e tam­bém a cos­tu­mes, ou caracterís­ti­cas per­sis­ten­tes.
A semen­te de uma plan­ta pode ser arma­ze­na­da por mui­tos anos, mas brota e se trans­for­ma em plan­ta, do mesmo tipo da anterior, assim que encontra as con­di­ções cor­re­tas. Da mesma forma, todos os nos­sos atos proposi­tais pro­du­zem semen­tes que ficam arma­ze­na­dasem nossa consciência. Tão logo se apre­sen­tem as con­di­ções ade­qua­das, a semen­te brota e cres­ce.
O Buda disse que o carma é como o aroma, que con­ti­nua no fras­co mesmo ­depois de acaba­do o per­fu­me. Do mesmo modo, per­sis­tem os hábi­tos, as ten­dên­cias e o carma de uma vida, até a próxima vida.
Em suma, pode-se dizer que são três os aspec­tos mais fun­da­men­tais do carma:

A semen­te cár­mi­ca, uma vez pro­du­zi­da, não pode ser des­truí­da;
O resul­ta­do cár­mi­co de uma causa cármica será do mesmo tipo desta causa e cada um rece­be­rá os efei­tos de todas as cau­sas cár­mi­cas que gerou, e ape­nas dessas cau­sas;
O carma é a força que nos apri­sio­na ao ciclo de nas­ci­men­to e morte.

Onde quer que venha­mos a nas­cer, den­tre os seis rei­nos da exis­tên­cia – que são o mundo dos deu­ses (devas), o mundo dos semi­deu­ses (ashu­ras), o mundo dos seres humanos, o mundo dos espíritos famin­tos, o mundo dos ani­mais e o dos seres do inferno –, nosso carma sem­pre nos acom­pa­nha­rá. Nós mes­mos cria­mos nosso carma, e é impossí­vel evi­tar os efei­tos das cau­sas que colo­ca­mos em movi­men­to.
O carma é uma lei natu­ral, e não algo admi­nis­tra­do por deu­ses ou demô­nios. A flecha, uma vez ati­ra­da, não pode ser tra­zi­da de volta ao arco. Ao agir­mos intencionalmen­te, colocamos em ação for­ças que não mais podem ser can­ce­la­das. Um dia, os resul­ta­dos des­sas ações vol­ta­rão com o mesmo caráter e a mesma inten­si­da­de.
Uma vez com­preen­di­da a ver­da­dei­ra natu­re­za do carma, esta­mos em posi­ção de uti­li­zar essa pode­ro­sa força a nosso favor. O carma é uma lei. Não somos víti­mas dela, assim como não somos vítimas da lei da gra­vi­da­de. O obje­ti­vo do carma não é nos punir. Trata-se ape­nas de uma lei. Com essa compreen­são, não há por que temer o carma; devemos, sim, cui­dar de nos­sos atos intencionais, saben­do que eles são as cau­sas de nos­sas con­di­ções futuras.