Embora queiramos ser felizes o tempo todo, não sabemos como conseguir isso e estamos sempre destruindo a nossa própria felicidade gerando raiva, visões negativas e intenções negativas.
Até em nossos sonhos, estamos sempre tentando fugir dos problemas, mas não sabemos como nos libertar do sofrimento e dos problemas.
Como não compreendemos a verdadeira natureza das coisas, estamos sempre criando o nosso próprio sofrimento e problemas ao executar ações não virtuosas ou inadequadas.
A fonte de todos os nossos problemas do dia a dia são as nossas delusões, tais como o apego. Desde tempos sem início, porque temos sido tão apegados à satisfação dos nossos próprios desejos, executamos diversos tipos de ações não virtuosas – ações que prejudicam os outros. Como resultado, experienciamos continuamente diversos tipos de sofrimento e condições de infelicidade vida após vida, sem-fim.
"O apego é exatamente o oposto do amor.
O amor diz: quero que sejas feliz.
O apego diz: quero que me faças feliz."
quarta-feira, 29 de abril de 2015
sábado, 25 de abril de 2015
Disciplina
A disciplina é um dos fatores que contribuem para alcançar a iluminação com a meditação, o conhecimento ou a sabedoria.
Esses diferentes elementos são complementares.
A ausência de ética se traduz principalmente em um jeito de ser que prejudica os outros. Agindo assim, não apenas fazemos mal aos outros, mas também plantamos as sementes de nosso próprio sofrimento.
Devemos ter consciência clara disso a fim de desenvolver uma disciplina ética baseada no conhecimento e na sabedoria.
O aspecto mais elevado da ética é considerar que a felicidade de outrem é mais importante que a nossa.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
As práticas de um Bodisatva
1- Agora que você obteve um corpo humano dotado de liberdades e recursos, uma grande embarcação tão difícil de encontrar. Para que você liberte a si e aos outros do oceano de Samsara, ouvir, refletir e meditar sem distração dia e noite é a prática de um Bodisatva.
2- Desejo por amigos espuma como água. Raiva pelos inimigos queima como fogo. Na escuridão da estupidez, você se esquece do que adotar e do que rejeitar. Abandonar sua terra natal é a prática de um Bodisatva.
3- Abandonando lugares negativos, emoções perturbadoras diminuem gradualmente. Sem distrações, atividades virtuosas aumentam naturalmente. Quando a mente se torna clara , a certeza no Dharma é nascida. Permanecer em solidão é a prática de um Bodisatva.
sábado, 21 de fevereiro de 2015
"A coisa mais importante"
Certa vez, um famoso poeta chinês quis estudar a sabedoria do Buda. Viajou uma longa distância para encontrar um famoso mestre e lhe perguntou:
-- Qual é a coisa mais importante dos ensinamentos do Buda?
-- Não prejudique ninguém e só faça o bem – respondeu o mestre.
-- Que bobagem! – exclamou o poeta. – O senhor é considerado um grande mestre, por isso viajei milhas e milhas para encontrá-lo. E é essa a resposta que me dá? Até uma criança de três anos seria capaz de dizer isso!
-- Pode ser que uma criança de três anos seja capaz de dizer isso, mas o difícil é colocar em prática, mesmo para um homem muito velho, como eu – disse o mestre.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
"O papagaio e o matagal em chamas"
Num matagal, ao pé das montanhas do Himalaia, vivia um papagaio juntamente com muitos outros animais e pássaros. Um dia, um fogo, causado pela fricção de bambus motivada pelos fortes ventos, começou a se alastrar pelo matagal, pondo em alarmada confusão e perigo os pássaros e animais.
O papagaio, sentindo compaixão pelo temor e sofrimento deles e desejando retribuir a bondade que recebeu no bambuzal em que se abrigava, tentou, por todos os meios, salvá-los.
Mergulhava, repetidamente, numa lagoa próxima, voava sobre o fogo e, sacudindo-se, derrubava algumas gotas de água para apagar o fogo. Repetia essa operação diligentemente, com o coração de compaixão e gratidão para com o matagal.
Esta mente de bondade e auto-sacrifício foi observada por um deus que disse ao papagaio : "Você tem uma mente nobre, mas que espera conseguir com umas poucas gotas de água contra este fogo imenso ?"
O papagaio lhe respondeu : "Nada pode ser conseguido sem a mente da gratidão e auto-sacrifício. Tentarei e continuarei a tentar até na próxima vida."
O grande deus ficou impressionado com tamanha determinação do papagaio e, juntos, apagaram o fogo.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
"Quinhentos biscoitos da felicidade"
A interessante história seguinte foi contada pelo Buda em um sermão., foi retratada no Sutra das Cem Parábolas, capítulo 65, por Ananda, seu discípulo mais antigo.
Era uma vez uma esposa que, infeliz com seu marido, havia muito tempo, estava aguardando uma oportunidade para livrar-se dele. Um dia, seu marido foi convidado a realizar um trabalho no reino vizinho (a antiga Índia era um país que possuía muitos reinos), e teria que deixar sua casa para uma longa viagem de negócios. A mulher agora tinha uma oportunidade: ela misturou um pouco de veneno com farinha e junto com outros saborosos ingredientes como mel, gengibre, pimenta, ervas, nozes etc., fez quinhentos "biscoitos da felicidade" .
"Agora você está partindo para uma longa jornada", disse a esposa. "Eu preparei quinhentos "biscoitos da felicidade" para você comer na sua longa viagem de negócios". Uma vez que você tiver saído de nossa cidade, numa terra estranha, você poderá comer os biscoitos se tiver fome".
O marido pegou os biscoitos muito agradecido, sem saber que aquela comida estava envenenada, fora preparada por sua esposa para matá-lo. Logo ele estava fora de sua cidade natal, viajando ao longo de uma grande estrada que cortava o país através de uma imensa floresta. A noite estava caindo e não havia nenhuma casa que pudesse ser vista. Ele decidiu então ficar na floresta selvagem aquela noite. Para evitar os ataques dos animais, ele subiu numa imensa árvore para tentar descansar um pouco. Ele havia esquecido completamente dos quinhentos biscoitos da felicidade e deixou-os juntos aos seus outros pertences no sopé da árvore.
No meio da noite, um bando de rebeldes havia atacado a vizinhança e a tesouraria do reino; pegaram muitas pedras preciosas do palácio, junto com um rebanho de cavalos. Quando eles passavam pela floresta, pararam um pouco para descansar embaixo da imensa árvore, onde o mercador havia ficado. Como eles haviam fugido desesperadamente da perseguição da guarda do rei, estavam muito cansados e famintos.
Assim, quando encontraram os biscoitos envenenados embaixo da árvore, pensaram apenas em satisfazer sua fome comendo a comida.
Pela manhã seguinte, todos os rebeldes foram encontrados mortos. O mercador desceu da árvore e certificou-se de que todos estavam realmente mortos, atravessando os corpos com a espada e a flecha. Ele então pegou as pedras preciosas, colocou-as nos cavalos e dirigiu-se à capital da cidade.
"Eu sou seu criado do reino vizinho", reportou-se ao rei. "A noite passada, quando eu estava viajando pela estrada, eu encontrei um bando de rebeldes vindo do seu reino. Lutei naquela batalha, contra todos eles e os matei. Aqui estão todos os seus cavalos e as pedras preciosas da tesouraria do seu reino".
Depois que o rei enviou um grupo para investigar o que ele havia dito, ficou tão feliz que deu ao mercador estrangeiro uma medalha, um grande prêmio, um pedaço de terra, e um alto posto em seu governo. Os outros oficiais ficaram insatisfeitos, " Porque o rei havia dado um prêmio tão grande a um estrangeiro que poderia ou não, ser digno confiança?
"Tudo bem", respondeu o mercador, " Se vocês companheiros, estão infelizes, eu os desafio a competir comigo em uma disputa. Quem quer ser o primeiro?"
Ninguém se atreveu a aceitar o desafio. Afinal, quem gostaria de lutar com alguém que havia matado um bando de bandidos rebeldes sozinho, sem qualquer ajuda?
Um dia, um feroz leão foi encontrado rondando os vilarejos do reino, matando inúmeras pessoas e animais. Ninguém se atrevia a aventurar-se fora da área rural. Os oficiais sugeriram ao rei, "Aquele estrangeiro descreveu a si próprio como o guerreiro mais valente de todos. Agora você deveria incumbi-lo de matar o leão, pois ninguém mais tem habilidade para isso".
Ao ouvir a sugestão deles, o rei convocou o estrangeiro à Corte Imperial e disse a ele: "Eu vou dar a você a missão de banir o leão de meu reino. Você poderá pegar qualquer arma de nosso exército para fazer o trabalho. Eu estou certo de que você pode fazê-lo."
Após ouvir aquilo, o estrangeiro sentiu o medo da morte em seu coração. Todavia, ele não tinha outra escolha a não ser aceitar a missão. Ele pegou a espada e foi para fora da cidade procurar o leão.
Assim que eles se encontraram, o leão deu um estrondoso rugido e foi de encontro ao estrangeiro. Ele estava tão apavorado que em um salto subiu em uma grande árvore. O leão de uma volta ao redor da árvore e rugiu pavorosamente. O homem aterrorizado entrou em pânico e deixou a espada cair de suas mãos. Mas, um fato aconteceu: a espada caiu direto dentro da boca do leão matando instantaneamente o bicho.
Como a notícia se espalhou ao redor do reino, o estrangeiro foi considerado um grande herói por todos, e foi recompensado ainda com um grande prêmio e uma alta posição na Corte Imperial.
Era uma vez uma esposa que, infeliz com seu marido, havia muito tempo, estava aguardando uma oportunidade para livrar-se dele. Um dia, seu marido foi convidado a realizar um trabalho no reino vizinho (a antiga Índia era um país que possuía muitos reinos), e teria que deixar sua casa para uma longa viagem de negócios. A mulher agora tinha uma oportunidade: ela misturou um pouco de veneno com farinha e junto com outros saborosos ingredientes como mel, gengibre, pimenta, ervas, nozes etc., fez quinhentos "biscoitos da felicidade" .
"Agora você está partindo para uma longa jornada", disse a esposa. "Eu preparei quinhentos "biscoitos da felicidade" para você comer na sua longa viagem de negócios". Uma vez que você tiver saído de nossa cidade, numa terra estranha, você poderá comer os biscoitos se tiver fome".
O marido pegou os biscoitos muito agradecido, sem saber que aquela comida estava envenenada, fora preparada por sua esposa para matá-lo. Logo ele estava fora de sua cidade natal, viajando ao longo de uma grande estrada que cortava o país através de uma imensa floresta. A noite estava caindo e não havia nenhuma casa que pudesse ser vista. Ele decidiu então ficar na floresta selvagem aquela noite. Para evitar os ataques dos animais, ele subiu numa imensa árvore para tentar descansar um pouco. Ele havia esquecido completamente dos quinhentos biscoitos da felicidade e deixou-os juntos aos seus outros pertences no sopé da árvore.
No meio da noite, um bando de rebeldes havia atacado a vizinhança e a tesouraria do reino; pegaram muitas pedras preciosas do palácio, junto com um rebanho de cavalos. Quando eles passavam pela floresta, pararam um pouco para descansar embaixo da imensa árvore, onde o mercador havia ficado. Como eles haviam fugido desesperadamente da perseguição da guarda do rei, estavam muito cansados e famintos.
Assim, quando encontraram os biscoitos envenenados embaixo da árvore, pensaram apenas em satisfazer sua fome comendo a comida.
Pela manhã seguinte, todos os rebeldes foram encontrados mortos. O mercador desceu da árvore e certificou-se de que todos estavam realmente mortos, atravessando os corpos com a espada e a flecha. Ele então pegou as pedras preciosas, colocou-as nos cavalos e dirigiu-se à capital da cidade.
"Eu sou seu criado do reino vizinho", reportou-se ao rei. "A noite passada, quando eu estava viajando pela estrada, eu encontrei um bando de rebeldes vindo do seu reino. Lutei naquela batalha, contra todos eles e os matei. Aqui estão todos os seus cavalos e as pedras preciosas da tesouraria do seu reino".
Depois que o rei enviou um grupo para investigar o que ele havia dito, ficou tão feliz que deu ao mercador estrangeiro uma medalha, um grande prêmio, um pedaço de terra, e um alto posto em seu governo. Os outros oficiais ficaram insatisfeitos, " Porque o rei havia dado um prêmio tão grande a um estrangeiro que poderia ou não, ser digno confiança?
"Tudo bem", respondeu o mercador, " Se vocês companheiros, estão infelizes, eu os desafio a competir comigo em uma disputa. Quem quer ser o primeiro?"
Ninguém se atreveu a aceitar o desafio. Afinal, quem gostaria de lutar com alguém que havia matado um bando de bandidos rebeldes sozinho, sem qualquer ajuda?
Um dia, um feroz leão foi encontrado rondando os vilarejos do reino, matando inúmeras pessoas e animais. Ninguém se atrevia a aventurar-se fora da área rural. Os oficiais sugeriram ao rei, "Aquele estrangeiro descreveu a si próprio como o guerreiro mais valente de todos. Agora você deveria incumbi-lo de matar o leão, pois ninguém mais tem habilidade para isso".
Ao ouvir a sugestão deles, o rei convocou o estrangeiro à Corte Imperial e disse a ele: "Eu vou dar a você a missão de banir o leão de meu reino. Você poderá pegar qualquer arma de nosso exército para fazer o trabalho. Eu estou certo de que você pode fazê-lo."
Após ouvir aquilo, o estrangeiro sentiu o medo da morte em seu coração. Todavia, ele não tinha outra escolha a não ser aceitar a missão. Ele pegou a espada e foi para fora da cidade procurar o leão.
Assim que eles se encontraram, o leão deu um estrondoso rugido e foi de encontro ao estrangeiro. Ele estava tão apavorado que em um salto subiu em uma grande árvore. O leão de uma volta ao redor da árvore e rugiu pavorosamente. O homem aterrorizado entrou em pânico e deixou a espada cair de suas mãos. Mas, um fato aconteceu: a espada caiu direto dentro da boca do leão matando instantaneamente o bicho.
Como a notícia se espalhou ao redor do reino, o estrangeiro foi considerado um grande herói por todos, e foi recompensado ainda com um grande prêmio e uma alta posição na Corte Imperial.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
"Os quatro tipos de pessoas"
“Tal como um pedaço de lenha de uma pira funerária, ardendo em ambas pontas e suja de excremento no meio, não pode ser usado como madeira no vilarejo ou na floresta, eu lhes digo que esse é um símile para o indivíduo que não pratica nem para o seu próprio benefício e tampouco para o benefício dos outros. O indivíduo que pratica para o benefício dos outros mas não para o seu próprio benefício é o superior e mais refinado dos dois. O indivíduo que pratica para o seu próprio benefício mas não para o benefício dos outros é o superior e mais refinado dos três. O indivíduo que pratica para o seu próprio benefício e também para o benefício dos outros é, entre os quatro, o principal, o cabeça, o mais destacado, o superior e supremo. Da mesma forma como da vaca se obtém o leite, do leite o creme de leite, do creme de leite a manteiga, da manteiga a manteiga líquida, e da manteiga líquida a nata da manteiga líquida; e desses, a nata da manteiga líquida é considerada o principal – assim também, desses quatro, o indivíduo que pratica para o seu próprio benefício e também para o benefício dos outros é o principal, o cabeça, o mais destacado, o superior e supremo.”
“Essas são os quatro tipos de pessoas que podem ser encontradas no mundo.”
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